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Quadro com magnólia japonesa

Março 30, 2009

Se realmente flutuas intentos ocultos no bojo das pétalas, para mim não são, que me chegas simplesmente roxa e magnólia. Quadro solto de um jardim de Quioto, desigual apenas no traço inquieto do lado da rua, aqui, à flor dos olhos, replicas, com pausas serenas e anéis concêntricos de um cinzento que não é triste, o silêncio da água. É tempo de exaurir gotas; talvez fios de teia de suspender retoques verdes, mesmo ténues; e de receber, em branco puro, o regresso do ar. Tudo, neste zen fortuito de uma janela, sem busca de sentido num céu que os teus ramos encurvam, genuinamente, para cá do vidro.

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

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One Comment leave one →
  1. Março 30, 2009 11:20 am

    para cá da janela, nesta bolha a que chamamos o nosso íntimo sagrado.

    um grande beijinho
    jorge

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