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Ser com árvore

Março 15, 2009

Cerne penetrado em rebento e sequência manando, latejo a latejo. A minha garganta, o teu restolhar ligeiro; a tua casca, a aspereza acorde com a maciez da minha pele. Alargas-te em braços – e eu, bifurcada; atiramo-nos num só absoluto de finalidade, aberto ao sol. Lágrimas são chuva, e vento, este fôlego. O fim poderá ser o próximo anel, e contudo envelhecemos rebentando princípios, assim. O tempo é enganado; e as estações, a ininteligível perpetuidade fragmentada em cada gomo de fruto que cresce; para amadurecer, apodrecer, ou ser comido; ser transformação, em todo o caso.

– © Copyright Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

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One Comment leave one →
  1. Março 16, 2009 12:22 pm

    o fruto é sempre transformação. e novo princípio, nova génese. o amor é como o início da palavra: sempre génese, fruto e flor selvagem.

    um grande beijinho
    jorge

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