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A morte do chão

Fevereiro 25, 2009

(ou a antítese de Salomão)

Nesse tudo quereres conter, não te conténs. Fazes-te, uma e outra vez, mais uma vez, aluvião. Como quem perverte o amor, o sentido, a história, a geração mesma do que poderia ser, para além de ti, alagas, de passagem, o ar. De roldão, proliferas, apenas, por segmentação, tudo menos salomónica, menos ainda maternal. À superfície da fertilidade que não é, espalham-se, decompostos, os pedaços do crescimento, que jamais pretendes, afinal, inteiro. Na lama, insalubre, o retrato exposto da morte do chão. O teu, por suicídio. Por determinares, nessa tua natureza de caos, antes que génese, sempre, que tudo o que é, se não é teu, só teu, não seja, então, de ninguém.

– © Alexandra Oliveira (OneLight*©) – Todos os direitos reservados

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