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Credo

Fevereiro 7, 2009

“Creio no ar, numa pedra pequena, no sabor.
Em todas as coisas que se estendem na minha mesa de pão.”
Constantino Alves, em “Credo”

Creio na luz, na sombra que a estende ao outro lado do que é e a consuma.

Creio na essência, uma só, de folha e asa, vento e boca, chama e chuva, pedra e pele.

Creio no fim, que, do verbo, é solo e útero; na morte da semente que é parto do princípio;
e creio, sem verbo, no todo, no nada, no tempo que não é, e no que é agora, ou o infinito.

Creio no que creio crer o cão que simplesmente ladra a sua crença em algo que não vejo, e outros cães, porém, visivelmente ecoam; tal como o creio e ouço, irrefutável, noutro eco, que é, da voz da égua que não vê, tudo o que basta ao desgarrado poldro.

Creio em crer com a harmonia natural do crer não consciente; logo, num só credo, em crer sem credo é no que creio.

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

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