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XI – Solilóquio do todo com cada partícula de si próprio

Fevereiro 5, 2009

(Mais um para o Fernando de Sousa)

Não é bem assim. Há livros inteiros em páginas arrancadas ainda por escrever. E há imagens, silhuetas inteiras, repartidas por pedaços de espelho. Fragmentos e estilhaços, mas em todos e em cada um, o todo. Sim, inteiro e indivisível, qual corpo, que aqui não é de deus algum, embora seja divinamente humano, nas mil partículas de uma hóstia. Hóstia, pão; e aqui, também conceito, percepção carnal da essência talvez imperceptível, mas não menos vivente. Não é bem assim. O todo é sem ser o que vês, sonhas, desejas, já tomas na tua fome e com a dele comungas. O todo é, são todos esses livros, reais, corpo e sangue, nas páginas arrancadas ainda por escrever. E o todo é a imagem, a silhueta inteira e todos os seus reflexos. Reais; sangue, e corpo de mulher e homem, não deuses, não, humanamente divinos. Inteiros e indivisíveis, em cada um dos pedaços perceptíveis do espelho todo. Em essência, imperceptível mas não menos vivente. O todo – palavra, silêncio, corpos, pão, fomes, almas em vislumbre saciado de si em outras fomes e outras almas – É. Mas não é bem assim.

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

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