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IX – Manhãs daquelas

Janeiro 17, 2009

Tinha manhãs daquelas, de choro guardado e linhas magras lidas. Manhãs de se (in)acabar em vontade de verbos que não existiam, como aqueles charcos que só estavam na vontade de lhes saltar para dentro, para o meio preciso, com muitos salpicos espetando anúncios de riso rotundo e para breve no ar aberto com ar, no entanto, fechado. Manhãs daquelas, no entanto, de (in)acabar para breve guardados choros e charcos, saltando-lhes para dentro, para o meio preciso, com muitos salpicos espetando anúncios de uma vontade de atestar de verbos rotundos como chutos ou gargalhadas, do traseiro até à boca, a magreza das linhas lidas. No ar fechado com ar de estar a abrir.

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

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