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(Ou) apenas vento

Dezembro 5, 2008

Não há tempo; há hora ou será momento; ensejo ou não; e alento, ou, lá fora, apenas vento.

Não há espaço; há sítio e há cabimento; decurso, ou adiamento; e crescimento, ou um termo de embaraço.

Não há porquê; há princípio e mandamento; conceito e entendimento; e tudo isso ser vento, que não causa; movimento; o sopro que não se vê.

Não há equívoco; fez-se o não um sim unívoco; mudou a rima, a vontade; e fez-se o tempo verdade; fez-se espaço, fez-se idade; inquieta, quieta unidade. E, lá fora, apenas vento.

 

© Alexandra Oliveira (Onelight*®) – Todos os direitos reservados

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2 comentários leave one →
  1. Dezembro 9, 2008 12:48 pm

    a inquieta unidade. e, no interior dos homens, o vento inquieto e, ao mesmo tempo, tão sereno.

    um magnífico poema, amiga

  2. alexandraonelight permalink*
    Dezembro 10, 2008 10:28 am

    saiu assim, amigo, desta vez; rimado, mas naquela inquieta unidade que parece ser-me inevitável, seja qual for a forma… ou, se calhar, para além da forma. fico feliz que tenhas gostado.
    beijinhas,
    Alexandra

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