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Sim, a sede

Novembro 18, 2008

Os olhos passam à velocidade da sede. Sim, os olhos. Rentes à margem de uma boca. Sim, uma boca. Quieta de desembocar correntes. De afluir para lá do curso entre as margens. Sim, uma boca. Rente a palavras. Que passam à velocidade de não serem ditas quando os olhos, sim, os olhos, passam por elas. E não as bebem.

 

 

© Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

 

Nota: Publicado em “Antologia de Escritas” (Edição de 2007)


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