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Levezas

Novembro 15, 2008

Sigo-te o intento com toda a leveza de uma memória de mais que pele. É na ponta dos dedos que entro onde nem do olhar preciso para saber os recantos e os cantos. Para saber que não há ângulos agudos rasgando modulações docemente arredondadas, e que a voz não precisa de catar palavras pelos desvãos sombrios da conjectura porque diz tudo, redondamente, boca na boca. Aqui não há o que pesa no ar dos redutos fechados. Respiro-te o alento com toda a leveza da memória intrínseca do meu próprio intento; é por aí que tu entras. E é claro o espaço na ponta deste tempo, por onde abertamente seguimos, subindo; porque sabemos tudo o que é preciso, e mesmo, que há “coisas com asas”. Como, por exemplo, o amor; que alguns ainda dizem semi-deus ou mito, e nós amor e basta. E esses cavalos e éguas figurando, em voo imaginário, a leveza (palpável, para nós) do sonho.

 

 

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

Nota: O conceito das “coisas com asas” é do autor e fotógrafo Americano, Joseph R. Sherman, que escreveu: “Dreams are things with wings” / “Os sonhos são coisas com asas”.


Outras “Solta(s) e de Natureza Táctil”

One Comment leave one →
  1. Novembro 17, 2008 11:04 am

    e o amor é uma coisa com asas de anjo.

    um abraço grande e ternurento aos dois
    jorge

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