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In(fusão)

Novembro 12, 2008

Verte-se-me o dia nesta redonda concavidade de o perceber com a singeleza de uma qualquer sede que desperta. Atardo-me, porém, ou talvez por isso, em círculos de pensar mas não querer, perseguindo-se com um dedo em torno do rebordo liso. Como se a boca, por demais ávida, absurdamente se denegasse ao primeiro sorvo; à irremediável perda de virgindade do que se desconhece, quando a língua lhe penetra o gosto, e o que é se escoa pela garganta. Escalda, contudo, esta delonga, que, de súbito, me quebra; mas logo verte, em infusão, intacta. E o dia bebe-me.

 

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

4 comentários leave one →
  1. Novembro 13, 2008 10:48 am

    e o dia bebe-me. e eu silencio-me nessa água que me jorra.

    um beijinho grande
    jorge

  2. Novembro 13, 2008 3:30 pm

    Boas Alexandra:

    Com o tua permissao vou pôr uma referência ao vosso livro no meu blogue para que todos os visitantes dele opinem.

    Suponho que nao haberá nemhum problema, verdade?

  3. alexandraonelight permalink*
    Novembro 13, 2008 7:22 pm

    Manuel, problema nenhum! Pelo contrário, ficamos-te muitíssimo gratos pela divulgação!
    Um abraço, com amizade,
    Alexandra e Joseph

  4. alexandraonelight permalink*
    Novembro 13, 2008 7:24 pm

    Jorge, sempre as tuas palavras doces, fluídas, do coração. Obrigada, amigo de luz!
    Beijinhos grandes,
    Alexandra

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