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Manhã rasgada

Novembro 5, 2008

(como o sangue que se sente)

Rasgada, a manhã, de eventos claros, e transparências em todas as cores do que se adivinha nascente; do que é carícia, fresca, como lábios macios em pele de flor desperta, com alma bravia de sonho. Há frio, estalando sob os passos, despregado, em breves arrepios, da quietude vítrea das árvores; e tudo respira essa rara graça, sem controvérsia de aromas ou esforços, e logo, instintiva e simples, de ar em estado puro. Não se me desagrega o sangue deste manso caudal de o sentir nas veias, sem reflectir em flexibilidades ou resistências, ou mesmo em plausíveis gotas, confluindo com incisões no tempo que foi, ou que será. Sou, apenas, hoje; em pele de flor, ousadamente desperta à carícia fresca de sonhar em estado de graça, enquanto respira, instintiva e simplesmente, a pureza do ar. É bem claro, o rasgar de eventos nascentes nas cores que as transparências deixam adivinhar, sem controvérsia de aromas ou esforços. Como sangue que se sente desagregando o frio, ou a plenitude de colher, nos lábios, a perfeita consciência, sem reflexão, desta manhã.

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

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