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Druidismo

Novembro 2, 2008

Nem sei o que me tolda, hoje, se o dia é de sol, em prados e dorsos, e toda a luz se detém na pele do ar. Vem-me aos olhos, nem sei de onde, um diluído mês de alcateias, de uivos calados, e outros silêncios com fulgor, apenas, nas sombras contidas para lá do luar. Terá o tempo corrido na água que já chegou onde o momento a sente, ao voltar dos zimbros, tão docemente murmurar? Vou, e abraço-me a uma ternura com traços de galgo; paramos ambos, nem cansados nem amorfos, mas decididos, meramente, a respirar. E é bom, mergulhar enfim na clareza natural de simplesmente estar.

 

 

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

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  1. alexandraonelight permalink*
    Novembro 3, 2008 9:01 am

    A pedido da Maria João Oliveira, transcrevo, muito grata, o maravilhoso comentário que, ao não conseguir, mais uma vez, deixá-lo aqui directamente, me enviou por e-mail. Um grande xi-coração, Maria João!

    “(…) Vou, e abraço-me a uma ternura com traços de galgo (…)”.

    Quando a leio, sinto-me transportada para outra dimensão, Alexandra. Por vezes, tenho a sensação de que estou à mesa, a saborear uma refeição que me deixa a “alma lêveda”. A sua escrita sabe-me a sol, a bruma, a inquietação, a espanto, a ternura… Obrigada!…

    Um grande abraço
    Maria João Oliveira

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