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Digam coisas…

Novembro 2, 2008

Uma estimadíssima leitora e amiga – aliás, notável escritora, também – tem experimentado dificuldades sempre que tenta (como eu a todos descaradamente peço, e a todos muito sinceramente agradeço) “dizer coisas” sobre o que lê neste espaço. Conforme já alvitrei, penso tratar-se de um qualquer inopinado “excesso de zelo”, por parte do “fiel servidor” (electrónico) deste mesmo espaço, que assim, sem me dar, ou aos meus visitantes, explicação alguma, decide, uma vez por outra, “barrar” a passagem a quem a pretende! :0)

Serve esta breve nota para reafirmar o quanto lamento esta maçada… à Maria João Oliveira, em particular, e, em geral, a quaisquer outros, sempre bem-vindos visitantes que, como ela, possam vir a defrontar-se com a mesma “porta fechada” aos seus dizeres, pelo “façanhudo servidor”, que não por mim.

Espero que a mesma porta se abra sempre, tal como eu a concebi e quero, ou seja, como um caderno, neste espaço em movimento; e, para que possam “dizer” quantas “coisas” os escritos – sejam eles mais antigos ou mais recentes, na sua passagem por estas folhas – vos inspirarem, desde já vos asseguro que, aqui, não há, nem haverá, limites de tempo para o fazerem.

E não há arquivos, não há nada que se pareça com “arrumação”; há, sim, páginas e mais páginas. Reparem, ao fundo de cada folha, na inglesada indicação da existência de uma “next page”, de uma “previous page”, ou de ambas; podem, assim, simplesmente, livremente, folhear este meu e vosso caderno, até encontrarem (ou reencontrarem) o(s) escrito(s) da vossa preferência, da vossa luxúria, da vossa ternura, do vosso vício.

E assim continuarem, sem peias, a ver, a ler… e a “dizer coisas” sobre o que virem (lerem) aqui!

Sem peias, mas com carinho, a vossa

Alexandra

2 comentários leave one →
  1. Novembro 9, 2008 11:46 am

    um vazio que se diz encher com os teus dedos irrequietos. sim, dedos mexidos que tocam os labios, os teus e os meus.
    São as costelas mais números que os dedos? Será o peito maior que o espaço de 12 gavetas?
    Será a dor um armário que guardamos dentro do peito e a escrevemos tocando os dedos nos lábios da leitura.
    E…as lágrimas, quantas são, 12,10…quantas?
    Será que há ar suficente dentro dum texto para que a memória resista sem sufocar no tanto vazio? Será que conseguimos viver dentro de um armário durante 12 meses sem dele abrirmos o peito das fotografias e da alma. tua, dela, nossas.
    Mulheres!Somos!
    Ela não consigue deixar de ser cheia apesar de vazia nas roupas. Vive sentada nas tuas palavras, cultiva flores.

    Mana miga: excelente texto o teu.
    o meu abraço vem de Paço de Sousa.

  2. alexandraonelight permalink*
    Novembro 9, 2008 12:07 pm

    E o meu abraço vai de onde vem, que é desse espaço repleto de tudo o que se guarda porque é bom, vivo, livre, crescente, e luminoso. Mulher(es), sim. Como quem cultiva flores e partilha frutos e ama como quem nasce todos os dias.
    Para Paços de Sousa e para ti, tudo o que a letra “A” encerra para libertar!
    Da Miga-Mana,
    Alexandra

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