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Oculto que respira

Novembro 1, 2008

Ligeiramente dobrado sobre si mesmo, o pensamento deixa agora a concavidade da reclusão, talvez feita, em parte, de flexíveis barras de lua, que mais assombravam do que prendiam, e estende desafogo e desenfado para o sol, em breves mas intensos orgasmos de canto, sobre leitos de expressão ejaculada em flor. As horas de mocho e lobo pariram óbvias dores, mas também consciência de luminosidade preambular, tal como toda a clareza que se concebe em úteros de noite longa com resguardos de segredo; e a fímbria da mutação que espevita raposas no retiro, ou laivos de madrugada na penumbra, foi erguida para que o tempo pudesse respirar. Sim, é mais que tempo do pensamento se abrir à imaculada volúpia de fazer amor e respirar.

 

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

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