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IV – Do corpo, gramaticalmente (in)correcto

Outubro 24, 2008

(Ao Carlos Roldán)

 

 

Mansamente; mansa, mente, como um advérbio de pele. Como se o sangue não fosse, mais, muito mais que bravo, um adjectivo vermelho; vermelho, como o mar. Como se o mar não se abrisse, substantivo, à passagem dos escolhidos, e não se fechasse, pronome indefinido, invariável, sobre todos os outros. Como se entre a vaga e os poros não houvesse, salgada e prepositiva, uma locução; insofismável, como uma contracção. Como a maré que não depende de querer, mas sim da lua. Lua; transitiva como um verbo que se faz mansamente impessoal quando anoitece sobre ela, nua. E ela adormece com todo o vermelho, acaso, de um advérbio acordado; que, bravamente, mente, vestido de pele.

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

2 comentários leave one →
  1. Outubro 27, 2008 11:48 am

    da pele de todos nós,
    de todo o nosso corpo
    e da nossa luz.

    um beijinho
    jorge

  2. alexandraonelight permalink*
    Outubro 30, 2008 11:04 am

    a gramática (in)correcta para lá do corpo; a íntimamente correcta.
    beijos e luz,
    Alexandra

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