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III – Elas, as palavras

Outubro 24, 2008

Soltavam-se, como pequenas bolhas, sem outro norte que não o de quanto, em qualquer vento, se dissipa. Sim, elas, as palavras esquecidas; as de oriente mais remoto do que o do nácar, eras e eras, em camadas, antes de ser pérola. Ingentes, de tão minúsculas, como oceanos que se provam num grão de sal; ou litorais, num grão de areia à orla da boca, nomes e recortes fundeados, ainda, ao largo. Elas, as palavras esquecidas; as pequenas bolhas que se soltavam quando me lembrava do norte próximo, dissipado a oriente das tuas mãos, camadas e camadas, em eras, depois de serem afago. Minúsculas, de tão vastas, como quanto, em qualquer vento, se agrega e amontoa; e se prende, finalmente, à memória, calada e rasa, de todo o corpo.

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

2 comentários leave one →
  1. Outubro 27, 2008 3:35 am

    Gosto demais deste.Demais.

  2. alexandraonelight permalink*
    Outubro 27, 2008 9:40 am

    Que bom que assim goste destas “palavras que (assim), como pequenas bolhas, se soltaram”, Márcia! Fico grata e… gratificada!
    Outro beijo,
    Alexandra

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