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Nudez

Outubro 21, 2008

Assusta-te, a nudez desconstruída de chuva que caiu, a ausência de tenteados episódios em prova sólida de trilho – a única presença de instantes ensopados, sem outro matiz, senão o de palpável transparência, que neles te retrate? Há reflexos, meramente de sentidos líquidos e a nu, de mantos vertidos e dobras barrocas arrojadas como refugos de estupor, que te chapam as palmas em voo nas pálpebras – numa paródia reversa de janela límpida que alguém chapa no voo de um pássaro? Mas porque há-de a audácia de jorrar com a claridade da água, só pele corrente e partículas de sopro em permeada, permeável consumação, ser tão aterradora? Ah, ousar o ser e o amor como quem fluidamente se despe – com a mesma sem-vergonha dessa chuva que caiu, assim simples como era, porque já não suportava estar retida em castelos de nuvens pintadas!

 

 

– © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

2 comentários leave one →
  1. José Gil permalink
    Outubro 21, 2008 6:33 pm

    lindo
    como sempre poeta brava
    beijo

  2. alexandraonelight permalink*
    Outubro 22, 2008 12:44 pm

    José Gil,
    Obrigada, bravo poeta, sempre. (Tal como o José Félix e o Jorge, já tens o teu blogue na minha lista de ligações; agora, é preciso actualizá-lo, poeta!)
    Um beijo,
    Alexandra

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