Bom dia! (Alexandrismo)
Sigo por uma vereda calma de manhã. Sob os pés, pequenas ansiedades que cada passo, lento e firme, vai rompendo – com um som de geada que derrete. Dos olhos, para trás, vou gotejando fealdades – talvez medos, lidos, de relance, em outros olhos – tantos… – que acordam, sempre, na noite em que adormecem; feios medos que, adiante, nos olhos, os meus, bem despertos para as belezas – tantas…… – da vereda, se evaporam. Nos braços, que se elevam, a leveza de deixar que se vá, o peso do que era, no esquecimento do que foi – e nos dedos, o toque do que é… e trago aos lábios, que se abrem em sorriso, para que entrem, livremente, com o ar e com a luz, outros sorrisos… e se cruzem, na vereda calma de manhã, estas palavras simples: Bom dia!
- © Alexandra Oliveira (OneLight*®)
(Imagem de Abril Andrade Griffith)




Anda muito longe, minha amiga .
Espero que, feliz .
Belo texto
beijo
Geraldes de Carvalho