Assim advimos

2009 Julho 2
by Alexandra Oliveira

aimea11

(ao meu amor)

Assim advimos. De um só rasgo, de uma só pele, de uma só refulgência. Com um soluço, como se nos parisse um êxtase da lua. Ouves-nos, eu sei, pelo toque. Este eco invertido, vertido de tudo o que a quietude destapa, quando advém, depois, de nós…

- © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados

Imagem de “Imagery by Aimea”

Outras “Solta(s) e de Natureza Táctil”

6 Respostas leave one →
  1. 2009 Julho 3

    Formoso

  2. 2009 Julho 3

    depois de nós
    antes de nós
    na pele de nós

    um poema e um
    soluço frágil:
    o soluço que o silêncio
    retém e purifica

    um beijinho grande
    jorge

  3. 2009 Julho 5
    Maria João Oliveira permalink

    Neste espaço que respira sempre, porque “tem vida(s) própria(s)”,às vezes, fico “inabalavelmente ancorada no silêncio”* e no espanto.
    E quando me deparo com um “êxtase da lua” a parir a beleza, tenho o dia ganho…

    * Lao Tse, Tao te King

    Um beijo grato
    Maria João Oliveira

  4. 2009 Julho 7

    Que miragres tan fermosos nos depara a semántica cando é bordada por costureira áxil como hábil coa agulla entre os dedos. En tan pouco retaliño logra un éxtase lunar que se percibe dende a terra. Parabéns costureira das letras!

    Beijos (sen dedal nos beizos)

  5. 2009 Julho 8
    Geraldes de Carvalho permalink

    O amor quando é, é lindo.
    Geraldes de Carvalho

  6. 2009 Setembro 21
    Belvedere permalink

    Uma pergunta apenas: Alexandra, você respira poesia?

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