Assim advimos
2009 Julho 2
(ao meu amor)
Assim advimos. De um só rasgo, de uma só pele, de uma só refulgência. Com um soluço, como se nos parisse um êxtase da lua. Ouves-nos, eu sei, pelo toque. Este eco invertido, vertido de tudo o que a quietude destapa, quando advém, depois, de nós…
- © Alexandra Oliveira (OneLight*®) – Todos os direitos reservados
Imagem de “Imagery by Aimea”




Formoso
depois de nós
antes de nós
na pele de nós
um poema e um
soluço frágil:
o soluço que o silêncio
retém e purifica
um beijinho grande
jorge
Neste espaço que respira sempre, porque “tem vida(s) própria(s)”,às vezes, fico “inabalavelmente ancorada no silêncio”* e no espanto.
E quando me deparo com um “êxtase da lua” a parir a beleza, tenho o dia ganho…
* Lao Tse, Tao te King
Um beijo grato
Maria João Oliveira
Que miragres tan fermosos nos depara a semántica cando é bordada por costureira áxil como hábil coa agulla entre os dedos. En tan pouco retaliño logra un éxtase lunar que se percibe dende a terra. Parabéns costureira das letras!
Beijos (sen dedal nos beizos)
O amor quando é, é lindo.
Geraldes de Carvalho
Uma pergunta apenas: Alexandra, você respira poesia?